Caio,
Não sei como começar uma carta que já nasce antiga, nem se conseguirei escrevê-la de forma coerente, afinal coerência nunca foi um traço marcante da minha personalidade. O que ainda não foi dito? Qual o propósito disso tudo? Não me faça essas perguntas, por favor.
Eu tenho consciência que estraguei tudo com minha intransigência, com minha vil mania de querer as coisas do meu jeito, com a mania insuportável de querer o impossível. Agora vejo que você tem todo o direito de não querer falar comigo. Agora eu sei o quanto você foi bom e paciente comigo, e que nem o mais santo dos homens toleraria o que você já teve que tolerar. Eu sinto que sabotei nossa felicidade por puro capricho.
Eu nunca fui tão feliz quanto quando tive você do meu lado, mas eu fui estúpido o suficiente pra não enxergar isto. Talvez, eu nunca conseguirei aceitar minha felicidade, porque não me sinto merecedor dela.
Eu sempre dizia que você era bonzinho demais, meigo demais e isso me irritava. Era como se todo o tempo você me mostrasse que eu era ruim demais, errado demais, imperfeito demais para estar com alguém como você, um príncipe, um gentleman.
E eu sempre me julguei um lutador, um sobrevivente, e era incapaz de ver as suas lutas, contra e pela sua família. Contra e por mim.
Caio, eu sempre te disse que queria uma vida nova, e que quando as coisas mudassem eu seria menos infeliz. As coisas mudaram, hoje eu tenho meu próprio dinheiro, faço tudo o que tiver vontade, mas minha infelicidade ainda está aqui, por que você não está, não tenho você, você não faz mais parte dos meus dias.
Eu sinto sua falta Caio, diariamente e se você pudesse me ver agora eu nem precisaria escrever uma linha sequer, só de me olhar você já saberia.
Hudson
Não sei como começar uma carta que já nasce antiga, nem se conseguirei escrevê-la de forma coerente, afinal coerência nunca foi um traço marcante da minha personalidade. O que ainda não foi dito? Qual o propósito disso tudo? Não me faça essas perguntas, por favor.
Eu tenho consciência que estraguei tudo com minha intransigência, com minha vil mania de querer as coisas do meu jeito, com a mania insuportável de querer o impossível. Agora vejo que você tem todo o direito de não querer falar comigo. Agora eu sei o quanto você foi bom e paciente comigo, e que nem o mais santo dos homens toleraria o que você já teve que tolerar. Eu sinto que sabotei nossa felicidade por puro capricho.
Eu nunca fui tão feliz quanto quando tive você do meu lado, mas eu fui estúpido o suficiente pra não enxergar isto. Talvez, eu nunca conseguirei aceitar minha felicidade, porque não me sinto merecedor dela.
Eu sempre dizia que você era bonzinho demais, meigo demais e isso me irritava. Era como se todo o tempo você me mostrasse que eu era ruim demais, errado demais, imperfeito demais para estar com alguém como você, um príncipe, um gentleman.
E eu sempre me julguei um lutador, um sobrevivente, e era incapaz de ver as suas lutas, contra e pela sua família. Contra e por mim.
Caio, eu sempre te disse que queria uma vida nova, e que quando as coisas mudassem eu seria menos infeliz. As coisas mudaram, hoje eu tenho meu próprio dinheiro, faço tudo o que tiver vontade, mas minha infelicidade ainda está aqui, por que você não está, não tenho você, você não faz mais parte dos meus dias.
Eu sinto sua falta Caio, diariamente e se você pudesse me ver agora eu nem precisaria escrever uma linha sequer, só de me olhar você já saberia.
Hudson